Pular para o conteúdo

Metodologia e fontes


Esta página existe por um motivo simples: quem lê uma análise regulatória precisa poder refazer o caminho. Abaixo está o caminho.

De onde vem o material

Tudo o que sustenta um texto aqui é documento público. Nada vem de conversa de bastidor, de acesso privilegiado ou de fonte que não possa ser citada.

As fontes, em ordem de preferência:

  1. Documentos da própria agência — Resolução Normativa, Resolução Homologatória, Despacho, Nota Técnica, Voto, Relatório de AIR, ata de reunião pública de diretoria. É o que a agência efetivamente decidiu e a razão que ela declarou — não a leitura que alguém fez disso.
  2. O processo em si — consulta e audiência pública: a minuta, as contribuições recebidas, o relatório de contribuições. É onde se vê quem pediu o quê e o que a agência aceitou ou recusou.
  3. Dados abertos — bases públicas da ANEEL, da CCEE, do ONS, do IBGE e dos portais federais de dados abertos. Quando um número aparece num texto, a base e a data de extração aparecem junto.
  4. Normas e jurisprudência — lei, decreto, e decisão judicial ou do TCU quando o ponto for controvertido.
  5. Literatura acadêmica — para fundamento conceitual e comparação internacional.
  6. Imprensa — serve para saber que algo aconteceu e quando. Não serve como prova do que aconteceu: para isso volta-se ao documento.

O que é feito com o material

Toda afirmação factual carrega o link da fonte no ponto em que ela aparece. Não numa bibliografia no rodapé que ninguém confere: no meio da frase, onde o leitor está.

Número vem com data e com base. “A tarifa subiu 12%” não diz nada. “Subiu 12% entre o reajuste de 2024 e o de 2025, segundo a REH nº X” diz.

Documento citado é lido inteiro, não pelo resumo executivo nem pela notícia sobre ele.

Quando fontes divergem, a divergência é mostrada — e não resolvida em silêncio a favor da que confirma a tese.

O que não se sabe é dito. Onde o dado público não existe, ou existe em qualidade ruim, o texto diz isso em vez de preencher a lacuna com estimativa disfarçada de fato.

Separação entre descrição e opinião

Um texto aqui costuma ter as duas coisas, e elas ficam separadas:

  • Descrição — o que a norma diz, o que a agência decidiu, o que o dado mostra. Verificável. Se estiver errado, é erro e é corrigido.
  • Análise — o que isso implica, o que ficou de fora, que incentivo isso cria. Argumentável. Pode-se discordar sem que ninguém esteja errado.
  • Posição — o que o autor acha que deveria ser feito. Aparece marcada como tal e nunca dissolvida no meio da descrição.

Uso de inteligência artificial

Ferramentas de IA são usadas na produção deste site, e vale dizer exatamente para quê.

São usadas para: localizar documentos numa base grande, organizar material bruto, revisar texto, checar consistência interna e construir o próprio site.

Não são usadas para: produzir análise, formar posição, gerar citação ou resumir documento que o autor não tenha lido.

Nenhum texto é publicado sem que cada afirmação tenha sido conferida contra a fonte original por uma pessoa. Modelos de linguagem erram com confiança, e inventam referência com a mesma fluência com que citam uma verdadeira — motivo pelo qual a conferência é feita no documento, nunca no resumo.

A responsabilidade pelo que está escrito é inteiramente do autor que assina.

Como citar um texto daqui

Cada artigo traz, ao pé, a referência pronta no formato ABNT, com a data de publicação e o link permanente.

Quando um texto muda

Correção de erro entra no próprio texto, com nota datada ao pé dizendo o que mudou. Atualização por fato novo também. O texto original não é apagado nem reescrito em silêncio.

Encontrou um erro?

contato@regulador.org — com o link do texto e, se possível, o documento que mostra o erro. Correção comprovada entra rápido e com crédito a quem apontou, se a pessoa quiser.


Em vigor desde 18 de setembro de 2026. Quando o método mudar, esta data muda junto.